No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

João 1:1-4

A inimizade (Colossenses 3.5-11)

A cada dia que passa o mundo parece menor; a população aumenta, diminuem-se as distâncias, aproximando as pessoas, pois há mais facilidade em viajar, contatos pela internet e assim por diante. No entanto, não são poucos os laços quebrados entre as pessoas. Infelizmente os homens estão construindo mais muros do que pontes. São os conflitos, os preconceitos, as divisões e as rixas. E isso tem alcançado a maioria das pessoas, e o que é pior: a igreja de Jesus também é atingida.

E por quê? Paulo lista oito palavras no texto de Colossenses 3: inimizades, porfias (disputa), ciúmes, iras, discórdias, dissensões (divergência de opiniões), facções e invejas. Todos os termos identificam atitudes carnais, ou como a própria Escritura denomina, “obras da carne”.

Essas obras da carne são atitudes que favorecem os males sociais. Vezes sem conta ficamos a perguntar: por que existem tantos recursos e facilidades no mundo e ao mesmo tempo tantos males sociais? Ou, como diz Tiago: “De onde procedem guerras e contendas entre vós?” (4.1). Com certeza isso é o fruto do pecado. Em consequência dessas obras da carne vêm as guerras, a desunião, os conflitos entre os povos; ou mesmo a fome, a criminalidade, os assaltos. Na parábola do samaritano (Lc.10), o sacerdote e o levita passam de largo movidos pela filosofia, ainda muito em prática nos nossos dias, “o que é meu, é só meu”.

Há muita gente hoje que prefere conviver com animais de estimação, máquinas e objetos onde exercem o seu domínio, para não correr o risco da convivência humana. Mesmo o ambiente da igreja tem sido poluído por obras carnais que enfraquecem a comunhão e o testemunho dos fiéis. É lamentável observar que na família da fé há divisões, atritos, “panelinhas”, e assim por diante, com as mesmas atitudes observadas por Paulo também na igreja de Corinto (1Co.1.10,11 e 3.3).

Como é terrível constatar que irmãos que se assentam em torno da mesa da comunhão, pregam do amor e da paz de Jesus, afirmam a certeza da eternidade no céu e vivem a contender e manifestar atitudes carnais que desmerecem o poder transformador do evangelho (1Co.11.17-20). No meio da comunidade espiritual não pode haver lugar para as obras carnais que promovem a desagregação do povo de Deus.

Mais do que ouvir o evangelho, as pessoas precisam ver a diferença que ele produz em nós. Palavras não podem andar divorciadas de ações. Paulo recomenda em Efésios 4.3 e 5.2 que nós precisamos nos esforçar em manter a unidade, andando em amor. Para que isso aconteça, precisamos assumir responsabilidades com as outras pessoas. No Novo Testamento há mais de duas dezenas de recomendações no trato de uns com os outros. Precisamos amar, honrar, perdoar, orar, ajudar uns aos outros. Se você mantém algum relacionamento rompido, é hora de provar a sua fé e o poder de Jesus praticando esses mandamentos de mutualidade (Mt.18.21, 22).

Também, precisamos usar a língua só para a glória de Deus. Ore pelos problemas. Nunca use sua língua para comentar, fofocar ou divulgar os problemas. E nunca se esqueça ou desanime de participar ativamente de atividades da igreja. Um dos sintomas doentios das atitudes carnais é manter-se isolado do grupo. É preciso desenvolver a comunhão, estreitar os laços. Participe de ministérios e sociedades dentro da igreja, lembrado-se: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12.14).

Rev. Baltazar Lopes

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